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domingo, 16 de novembro de 2014

Gentileza gera gentileza


Dia desses, assisti à uma palestra, na qual a palestrante (uma jornalista que admiro muito, inclusive) falava sobre a gentileza. Tudo que ela disse acerca deste assunto não foi nada diferente do que ouvi durante a minha vida. Mas me fez constatar o seguinte: embora a gente sempre ouça algumas pessoas falando da importância de ser gentil, a gente acaba se esquecendo de ser, realmente, gentil. Uma coisa é acreditar na gentileza e guardá-la como verdade; outra coisa é, de fato, praticá-la. 

Ceder o assento do ônibus para um idoso/gestante, falar as palavrinhas mágicas (por favor, obrigado, com licença, bom dia, desculpa), abraçar quem a gente ama, exaltar as qualidades de alguém, dar passagem (na rua, no trânsito, no elevador, no corredor apertado...), ajudar um idoso a atravessar a rua, guiar um cego, empurrar a cadeira de rodas de alguém, fazer um favor, ajudar um amigo atarefado, perguntar se "está tudo bem", sorrir para uma criança, conversar com um mendigo... Enfim, são inúmeras as atitudes gentis que podemos tomar! Às vezes, elas parecem ser até clichês, mas é o tipo de clichê que vale à pena seguir. 

Ao praticarmos a gentileza, o que ganhamos em troca? Muitas pessoas podem pensar: "nada". Mas eu respondo que, na verdade, nós ganhamos tudo! Um tudo que não significa dinheiro, status, o carro do ano, uma casa luxuosa... Mas é um tudo que significa a felicidade. Porque quando a gente faz o bem, o universo conspira para que o bem também faça parte da nossa vida, sabe? Afinal, a vida é uma via de mão dupla: você dar gentileza e recebe gentileza. 

Por isso, façamos o exercício diário de sermos mais gentis com as pessoas. Eu sei que é difícil, porque muitas vezes o dia a dia é tão estressante, que até sorrir se torna impossível. Mas lembre-se que gentileza feita de coração é uma demonstração de amor ao próximo. E, no final de tudo, a única coisa que vai valer é o quanto de amor você espalhou pelo mundo. 

Pense nisso! <3

Para complementar tudo que eu disse, trouxe três vídeos que expressam perfeitamente a gentileza. Provavelmente vocês já tenham os visto, porque eles são muito conhecidos; mas não custa nada assistir novamente, né?! 

Espero que vocês tenham gostado! Comente aqui nos comentários quais outros gestos de gentileza podemos colocar em pratica na nossa vida. Beijos e até mais! 


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Re-dizer: "Quem você quer ser depois de crescer?"

 
Quem você quer ser depois de crescer?
Por Felipe Luno
 
A indecisão na pós-adolescência. A dificuldade de seguir no caminho escolhido. Entre ser teenager ou adulto, você se sente como Peter Pan fazendo previdência privada. Uma falta de ser tanta de coisa ao mesmo tempo. Saudades daquele suposto eterno misto de vontade e possibilidade.

Envelhecer é um pouco como seguir em frente enquanto as vozes dentro da gente silenciam. Aquelas que te contavam sobre o que ser quando crescer, a cor do primeiro carro, a viagem das férias, seu tipo de roupa, seu tipo de homem. Cada escolha analisada no travesseiro podem lhe fazer sentir como um estranho a você mesmo. Fui eu mesmo que quis isso para mim? Quem disse?

E nessa ânsia de encontrar um reforço positivo, é tão fácil transformar a vida da gente num verbete de wikipedia. Aceitar a opinião alheia como único norte pra dúvidas. Duvidar-se. Criar regras e padrões que nem sempre funcionam, mas dão um mapa, um guia, ainda que sob o risco de tornar-se um quebra-cabeça com peças que não são nem suas.

Nesses tempos em que a vida de todo mundo é tão exposta e comparada, como não poderia deixar de ser, é comum se sentir perdido quando se mede pela regra dos outros. Estou saindo tanto quanto deveria? Ganho pouco? Amo demais? Devo trocar de carro? De namorado? Sou feliz?

Pode parecer sufocante sentir que sua vida não se move tão rápido quanto a dos outros. Estamos condicionados a oferecer aos outros o que eles esperam da gente. E, se isso não acontece, criamos desculpas. Não é preciso se desenvolver acompanhando a matilha só porque nasceu em 1990 e há livros sobre a Geração Y. Não é o autor quem vai conviver com as escolhas que você faz para a sua vida. Está tudo bem em ser diferente. Há muita margem entre ser hippie e ser um controlador de vôo. Há muita margem entre o que é o outro e o que é você.

Muitas das perguntas que tenho sobre o que quero ser depois de crescer não são nem minhas. São ecos de gente que está bem mais confusa do que você. E o que a gente faz quando percebe que grande parte dos nossos problemas são frustrações adolescentes adquiridas em frente aos espelhos dos outros? Fala um pouco menos, sente um pouco mais, arranja problemas de verdade e aprende a confiar no seu silêncio. Nada fala mais alto que ele. Ele é você em paz. Tem algo diferente disso que você queira ser?