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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Resenha do Livro: "Métrica", de Colleen Hoover

Olá! Eu estava olhando as últimas postagens do blog e me dei conta de que já faz um bom tempo que não escrevo resenha literária aqui. Desde a última resenha até agora, eu já li muitos livros bacanas, porém - por falta de tempo ou puro esquecimento - acabei deixando de indicá-los para vocês. Bom, mas agora vou tentar retomar esse hábito de escrever sobre os livros que leio, principalmente porque é algo que eu gosto tanto de fazer. 

Para iniciar essa nova fase, decidi trazer um livro surpreendente: Métrica. Ele foi um livro que li indicado por uma amiga (Obrigada, Endy, pela indicação e pelo livro emprestado! Haha <3) e, por causa dos comentários positivos da minha amiga acerca dessa obra, eu já comecei a minha leitura com muitas expectativas. 
E já digo de antemão: não me decepcionei nenhum pouco! Pelo contrário, me encantei com o livro e, inclusive, tive todas as minhas expectativas superadas. "Métrica", cujo título original é "Slammed", é um livro da escritora norte-americana Colleen Hoover e foi lançado em 2013 (sim, já é um livro antigo, mas infelizmente só o conheci agora. Haha).
Primeiramente, vamos esclarecer algo sobre o título. Confesso que, no primeiro momento, não soube ao certo a relação existente entre a palavra métrica e a narrativa em si. Cheguei a pensar, inclusive, que era algo ligado à matemática. Bom, eu estava enganada! Pesquisando sobre, descobri que métrica, na verdade, trata-se de uma forma adotada pelos poetas para marcar o ritmo de sua poesia. Ou seja, isso tem TUDO A VER com o livro, visto que seus personagens estão intimamente ligados com a poesia. 

E por falar em personagens, vamos, afinal, entender direitinho do que se trata a história: A narrativa gira em torno de Layken (chamada carinhosamente de Lake), uma jovem que, ao lado de sua mãe e seu irmão caçula, precisou enfrentar a morte de seu pai de forma prematura. Passados seis meses desde o falecimento, Lake vê a sua vida mudar radicalmente quando sua mãe decide que eles precisam dar tchau ao Texas e mudar-se para outra cidade a fim de reorganizar a vida. 
Diante dessa novidade, Lake acumula tristezas, medos e angústias ao se deparar com uma nova cidade, uma nova casa, uma nova vida. Sente-se perdida e, por isso, precisa dar conta de encontrar também o seu novo destino. Nesse meio tempo, ela conhece o seu novo vizinho, Will, um cara encantador que tem grandes chances de ajudá-la nessa tarefa de descobrir o que o futuro reserva para ela. 

Porém, no meio de descobertas, uma verdade é relevada, impedindo Lake e Will de ficarem juntos. Eles passam a lutar entre a emoção e a razão, tentando fugir das ordens do coração, mas se entregando dia após dia à força da poesia - e do amor!

Poesia, amor e tragédia. 
"Pura poesia. Ou um baque no coração. Se apaixonar pode ser cada uma dessas coisas... Quem sabe, ainda, sua doce e dolorosa mistura. Pelo menos é o que Layken está prestes a descobrir. Se ousar, simplesmente, viver. Se escolher enfrentar o que o destino lhe reservou. Mas o destino é inexorável... E talvez a cota de dor seja mais do que ela possa suportar. Afinal, como é possível continuar seguindo quando seu coração está congelado?"

Para quem está achando que é só mais uma historinha de amor, eu digo: não! Métrica vai muito além disso e nos presenteia com uma aula de vida, maturidade e, sim, muita poesia. Pois é, o destino pode, algumas vezes, nos mostrar caminhos tortos, repletos de altos e baixos, mas uma coisa é certa: decidir como enfrentar esse caminho é uma tarefa unicamente sua - autor de sua própria história. E é justamente isso que Lake e Will precisam fazer. 

Além de toda uma narrativa bem pensada e surpreendente, o leitor ainda é agraciado com momentos de pura poesia. E, por incrível que pareça, não é uma poesia clichê e rotineira, é uma poesia que vem da alma, nos fazendo mergulhar profundo na história. Não se espante se, de repente, ao ler o livro, você sentir uma lágrima escorrendo pelo seu rosto; está tudo bem, foi só a Métrica que conseguiu embalar o ritmo do seu coração. 

Boa leitura! <3 

domingo, 8 de novembro de 2015

Resenha do filme: A Rosa Púrpura do Cairo, de Woody Allen

Oi, gente!! <3 Dias desses, na aula de português, a professora passou um filme de Woody Allen para assistirmos e, posteriormente, fazermos uma resenha do mesmo. Eu adorei! Apesar de já ser um filme antigo, "A Rosa Púrpura do Cairo" me encantou e me fez virar, mais ainda, fã do tão falado Woody Allen! Por isso, quis compartilhar com vocês a resenha que escrevi. Boa leitura! :*
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O filme “A Rosa Púrpura do Cairo”, um clássico de 1985 que foi dirigido por Woody Allen, se passa por volta de 1930, em Nova Jersey (EUA), quando o mundo estava sendo palco da chamada “Grande Depressão” - título dado ao mais longo período de recessão econômica do século XX. Nesse contexto, especialmente nos EUA, as taxas de desemprego subiram assustadoramente, havendo fome e ausência de perspectivas.
Seguindo essa linha de raciocínio, a narrativa traz à tona a história de Cecília (Mia Farrow), uma jovem mulher que trabalha como garçonete e utiliza-se do pouco salário que recebe para sustentar seu marido, Monk (Danny Aiello). Este, por sua vez, além de viver às custas de Cecília, é violento e a desrespeita. Diante dessa triste realidade, a personagem encontra nas telas do cinema ao qual frequenta, refúgio para a sua dor. Enquanto assistia pela quinta vez ao mesmo filme, cujo título também é “A Rosa Púrpura do Cairo” (mecanismo de metalinguagem utilizada pelo diretor), a jovem vê o rumo da sua vida mudar no momento em que Tom Baxter (Jeff Daniels), personagem do filme que estava sendo exibido, “derruba a quarta parede” da arte e, encantado por Cecília, ultrapassa a tela do cinema e vai ao encontro da moça. Apaixonados, eles fogem pelas ruas de Nova Jersey, a fim de viver um sonho romântico em um cenário real.
Porém, isso gera uma grande confusão, devido ao fato de que a exibição do filme não pode continuar, pois está com um personagem a menos; nem a tela pode ser desligada, porque isso impede que o personagem fugitivo retorne à história caso seja encontrado. Logo, os executivos de Hollywood, desesperados e buscando uma solução, pedem para que o ator que interpreta Tom Baxter - Gil Shepherd, viaje até Nova Jersey para encontrar o seu personagem e desfazer o tumulto.

Ao chegar na cidade, enquanto procura por Tom, Gil conhece Cecília e acaba também se encantando por ela. A partir disso, a mocinha vê-se obrigada a escolher entre os dois amores, vendo em cada um deles um rumo diferente para a sua vida.
O final foge do comum e não entrega ao espectador o final feliz tão esperado. Pelo contrário, mostra uma Cecília igualmente sonhadora assistindo a um novo filme no cinema. Afinal, o cinema imita a vida. E a vida não é nada mais é que isto: uma realidade que nem sempre tem um final feliz, mas que nunca deixa de ter novos começos.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Resenha do filme: "Questão de Tempo" (About Time).

Preciso falar desse filme! Preciso falar desse filme! Preciso falar desse filme! 

Quando terminei de assistir "Questão de Tempo", tive duas reações: a primeira foi ficar muito pensativa (mais à frente explicarei porquê); em seguida, foi querer gritar pro mundo inteiro: "assistam este filme!". Mas como não tenho como gritar para o mundo inteiro, posso, pelo menos, escrever um post na tentativa de fazer com que você (é, você mesmo que está lendo essas palavras) termine de ler esta resenha e saia correndo para assisti-lo - caso você ainda não tenha dado a sorte de assistir, claro. 

Bom, mas vamos ao que interessa: o filme! 

O título original do filme é "About Time", mas foi traduzido para o Brasil como "Questão de Tempo". Trata-se de uma comédia romântica (com uma pitada de drama) do diretor Richard Curtis (o mesmo de "Um lugar chamado Notting Hill", "Simplesmente amor" e "O Diário de Bridget Jones"), lançada em 2013. A trama se passa em Londres (minha cidade dos sonhos ❤) e possui um elenco incrível.

Tudo começa quando o jovem britânico Tim Lake (Domhnall Gleeson), ao completar seus 21 anos de idade, é surpreendido pelo seu pai (Bill Nighy) com a revelação de um segredo: todos os homens de sua família têm o poder de viajar no tempo - voltar no tempo, mais precisamente - e viver novamente alguma cena do passado. E o melhor de tudo, de uma forma completamente diferente de como ela já foi vivida. 

Quem nunca sonhou em poder viajar no tempo e consertar algum momento que não deu muito certo? Pois é exatamente este poder que Tim tem nas mãos. Contudo, por ser um cara cético, no início ele não levou muito a sério o que o pai disse e o diálogo entre os dois teve até um tom de deboche; mas, na minha opinião, essa foi uma sacada legal do diretor, justamente porque neste momento ele conseguiu transformar a viagem no tempo em algo nenhum pouco extraordinário (como geralmente é mostrado nos filmes). Em seguida, quando Tim tenta voltar no tempo pela primeira vez, mesmo sem acreditar que isso seja real, ele é surpreendido com o êxito da viagem. E é só então que ele começa a acreditar na história do pai, mas ainda assim o filme continua passando a ideia de que o poder de viajar no tempo só é uma característica normal da família Lake, e não a anormalidade futurista que estamos acostumados a ver - o que é crucial para fazer o espectador acreditar nessa história.
A partir daí, Tim começa suas viagem no tempo, sempre com a esperança de, com elas, encontrar o amor da sua vida. Até que ele finalmente conhece a adorável Mary (Rachel McAdams), uma jovem que é fã de Kate Moss e trabalha lendo livros (tem trabalho melhor? ❤) Mas como é de se esperar, algumas viagens ao tempo acabam mudando o curso dos acontecimentos. Logo, Tim precisa lidar com isso e bolar saídas para fazer com que tudo dê certo, nem que para isso ele tenha que alterar, novamente, diversas coisas do passado. 
Embora seja um romance, eu gostei do fato da narrativa não ser centrada apenas no casal Tim e Mary. Obviamente, eles recebem maior atenção, mas outros aspectos da vida do protagonista também são levados em consideração (inclusive na hora de viajar no tempo), como sua relação com o pai, com a irmã Kit Kat (Lydia Wilson), entre outros. 

Por falar nos demais personagens, devo dizer que me apeguei a cada um deles. Todos foram muito bem interpretados e possuíam cada qual as suas características peculiares capazes de conquistar o público. Senti como se fosse amiga deles e até desejei que eles fossem reais para a gente poder bater um papo. 

E quanto ao casal Tim&Mary, afirmo que eles conseguiram ficar em 1° lugar, empatadinhos com Tom&Summer (do filme 500 Dias com Ela), no ranking de casais que conquistaram meu coração. Eles são extremamente fofos juntos, possuem uma sintonia incrível. Além de, claro, fugirem do óbvio. Tim está longe de ser o galã das comédias românticas e a Mary é uma garota com jeitinho atípico. Foi justamente isso que fez com que eu tivesse a sensação de que eles são reais e que posso encontrá-los a qualquer momento na minha vida.
(Owwwwwn <3)
Outro ponto positivo do filme é a estética: cenário, figurino, fotografia... Tudo muito vintage e cute, combinando perfeitamente com Londres. <3 Fato que só me deixou ainda mais encantada pela cidade e desejosa de um dia poder visitá-la. 

"Questão de Tempo" é um filme maravilhoso! E passa uma lição ainda mais maravilhosa! A gente termina a trama com uma vontade absurda de aproveitar a vida, prestar mais atenção nos pequenos detalhes, amar as pessoas que temos por perto e viver intensamente cada dia. Mas, principalmente, viver de tal modo que não precisemos voltar no passado para consertar nada. Afinal, a graça da vida está justamente no fato de só termos uma chance. Por isso, não desperdicemos essa chance, até porque não sabemos quando tudo pode mudar numa questão de tempo. 

  • Assistam ao trailer:



Enfim, é isso! Acredito que não tenha restado nenhuma dúvida do quanto que eu recomendo este filme, não é mesmo? Ele é muito lindo e eu confesso que chorei um tiquinho no final (Ô novidade! kk). Quero ver todo mundo assistindo e me contando depois o que achou, combinado? E, se você já assistiu, não esquece também de compartilhar comigo a sua opinião sobre o filme, ok? Vou adorar saber! 

Beijos, e muito obrigada por visitar o blog! <3 Volte sempre!

Ps: Curtam a página do filme "Questão de Tempo" no Facebook: 
https://www.facebook.com/questaodetempobrasil?fref=ts Eles sempre publicam novidades relacionadas ao filme e aos atores <3 

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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Resenha do livro: "Um Amor de Cinema", de Victoria Van Tiem.

Finalmente estou aqui escrevendo mais uma resenha literária para vocês. Faz tempo que eu não faço isso e já estava com muita saudades. Bem, o livro que trarei hoje é o "Um Amor de Cinema". Como vocês provavelmente viram, eu fiz muita propaganda dele (no instagram e em um outro post), então nada melhor que justificar o porquê disso. 

"Um Amor de Cinema" é o primeiro livro da escritora Victoria Van Tiem e foi publicado em 2014. Preciso confessar que não julguei o livro pela capa, nem pela sinopse... Julguei o livro pelo título! haha Quem me conhece, sabe o quanto sou apaixonada por comédias românticas - tanto nos livros, quanto nos filmes. E então não pude resistir quando me deparei com um livro de comédia romântica que faz referência aos filmes do mesmo gênero. Não pensei duas vezes, e já comecei a ler tendo a certeza de que iria gostar. 
O livro conta a história de Kensington Shaw, uma designer gráfica com quase 30 anos que é apaixonada por comédias românticas. Ela assiste aos mesmos filmes milhares de vezes, portanto sabe de cor todas as falas, cenas e personagens. Além disso, ela não vê a hora de se casar e ter filhos. Isto porque julga já estar ficando velha demais para engravidar, por isso quer apressar esse episódio da sua vida. Sem falar que Kenzi - como é conhecida, está cansada de sofrer por ver que sua família (especialmente sua mãe) dar mais atenção para Ren, sua cunhada, que para ela - a própria filha. Ainda mais agora com a notícia de que Ren vai ter um bebê. Mas isso é um problema que será logo resolvido, acredita Kenzi, visto que ela está noiva de Bradley, o cara perfeito que a sua família adora. Além de tudo, ela tem um emprego estável (na empresa que, inclusive, seu noivo também trabalha). Então finalmente as coisas parecem estar se encaminhado para que Kensington suba ao altar, tenha filhos e consiga a admiração de sua família. 

Tudo parece perfeito... Até ela descobrir que sua carreira como diretora de criação corre sérios riscos devido a problemas financeiros na empresa - uma agência publicitária. Agora, sua permanência no emprego depende do fechamento de contrato com um cliente muito importante. Por isso, ela não pode errar e sua apresentação deve ser impecável. 
"Shane Bennett está aqui".
Nada está tão ruim que não possa piorar. O cliente dito como tão importante nada mais é que Shane, o ex namorado de Kensington! E o empreendimento que ele pretende construir trata-se do Carriage House, um restaurante com cinema. Não é como se fosse qualquer cliente e qualquer restaurante; é o cara com quem ela viveu os momentos mais marcantes da sua adolescência e é o restaurante que tem um cinema. Um cinema! A Kenzi ama cinemas. E também ama o Shane (mas ainda não se deu conta disso)...

O livro fica ainda mais empolgante quando Shane, disposto a reconquistar Kenzi, tem a ideia de entregar a ela uma lista contendo dez filmes. A proposta consiste em fazer com que Kensington aceite viver ao lado dele cenas das dez comédias românticas que estão na lista; em troca, ele assinaria o contrato. Deste modo, Kenzi se vê sem escolha, pois ela precisa salvar seu emprego! Mas também precisa resistir aos encantos de Shane! 
É então que a narrativa se desenrola e nós, leitores, somos levados a viver junto com a Kenzi os momentos dos filmes propostos por Shane. Obviamente, a vontade que eu tive foi de estar no lugar da Kensington só para poder interpretar Vivian Ward em "Uma Linda Mulher" ou, quem sabe, escrever um diário como a personagem de ''O Diário de Bridget Jones". 
O que eu achei mais bacana no livro foi, sem dúvidas, a forma com que a autora conseguiu fazer inúmeras referências aos romances cinematográficos, de modo que cada filme citado viesse dar um toque especial à história da Kenzi. Ao ler a narrativa, dá para ver que tudo foi pensado com muito carinho, para que fizesse sentido e não perdesse a coerência. A cada cena de filme revivida, muitas coisas também aconteciam na vida real da Kenzi; dúvidas, alegrias, raivas... Por tudo isso a personagem teve que passar. E, os momentos eram vividos tão intensamente, que foi inevitável eu não me solidarizar com Kensington e sentir também o que ela sentiu.

Quanto a Shane, aiai... É impossível não se encantar por ele. O personagem é cativante e nos faz amá-lo tanto pelo que ele é, quanto pelo que ele faz a Kenzi se tornar quando estar perto dele. É notável o impacto positivo que ele causa nela, a ponto mudá-la para melhor. É por isso, inclusive, que conseguimos, claramente, enxergar duas Kenzi's: de um lado, uma mulher insegura, séria e infeliz; do outro, uma Kenzi de bem com a vida, decidida e disposta a fazer o que seu coração manda. E é justamente esse o dilema que a personagem vive: em qual lado ficar?! 

É uma história sobre as escolhas da vida, as dúvidas que enfrentamos, os momentos marcantes que vivemos, mas, acima de tudo, é uma história sobre seguir o coração. Porque a direção do coração sempre é o amor. E o amor... Ah, esse não falha! 
No mais, devo parar por aqui; caso contrário, vou acabar contando coisas demais e estragando as surpresas da narrativa. Só me resta dizer que amei muito esse livro; e me apeguei tanto a ele que fiquei adiando o momento de ler o último capítulo só para não ter que me despedir da história. Alguém aí também faz isso? haha 

Enfim, espero muito que vocês tenham gostado! Comenta aqui embaixo se você já leu esse livro e o que você achou dele. Ou, se ainda não leu, me conta se ficou animado para ler. Ah, e prometo que tentarei farei fazer mais resenhas literárias, combinado?! Beijos e até a próxima! <3
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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Resenha do livro "A Seleção", de Kiera Cass.



Antes de mais nada, devo deixar bem claro que "A Seleção" é o tipo de história que você não vai querer parar de ler por nada. É completamente viciante! Trata-se do primeiro livro da trilogia da escritora norte-americana Kiera Cass, lançado em 2012. 

A narrativa segue uma literatura distópica, isto é, passa-se em um mundo alternativo com uma realidade diferente do nosso. O país no qual a história se desenrola trata-se de Illéa: uma monarquia na qual a sociedade é dividida em castas, numeradas de Um a Oito (quanto menor o número, maior o grau de importância). A personagem principal é America Singer, uma jovem que pertence a casta Cinco e vive na província de Carolina. Por pertencerem a uma casta inferior, America e sua família possuem uma situação financeira não tão boa, no entanto melhor que as demais castas abaixo. Além disso, eles são destinados a viver de arte: desde a música, até a pintura. 

Tudo começa quando o príncipe Maxon Schreave completa 18 anos e seus pais decidem que chegara a hora de escolher a garota que será sua futura esposa e, portanto, futura princesa. Para isso, eles iniciam o que chamam de A Seleção. Deste modo, enviam cartas para todas as províncias, a fim de convocar as meninas de todas as castas para enviarem seu formulário de inscrição. A família de America recebe esta carta. Porém, a jovem se recusa a participar da seleção. O motivo que está por trás desta recusa é o seu namoro secreto com Aspen Leger, pertencente à casta Seis. E justamente por pertencer à casta Seis, é quase impossível que o relacionamento entre os dois dê certo. 

Apesar do seu amor por Aspen, America tem consciência de que participar da Seleção trará ótimos benefícios para sua família; não só financeiros, mas também sociais. Diante disso, a jovem fica numa cruel dúvida: abandonar Aspen e tudo que eles poderão viver juntos ou não entrar para a Seleção e privar sua família de um vida melhor? 

Finalmente, America se decide: irá, sim, participar da Seleção. Porém, paralelo a isso, seu namoro com Aspen chega ao fim, deixando o coração da menina em pedaços. Embora triste, America não volta atrás em sua escolha e permanece disposta a enfrentar o que está por vir. Ela, junto com 34 meninas das demais províncias, irão para o palácio conviver com o príncipe Maxon. Detalhe: tudo será filmado e transmitido pela televisão, para que a população de Illéa possa acompanhar o concurso. A Seleção durará até o momento em que o jovem príncipe, enfim, escolher a sua amada. 

O problema é que, diferentemente das outras garotas, America não está na competição para conquistar o coração do belo Maxon; mas, sim, para que sua família possa ser beneficiada durante o período em que ela estiver ali. Assim, estar no palácio, rodeada de cuidados, vestidos belíssimos e com a possibilidade de casar-se com o príncipe, pode ser o sonho de qualquer garota; mas, para ela, aquilo não passa de um pesadelo. 

Logo, America conhece o príncipe pessoalmente e acaba descobrindo que ele não é nada do que ela imaginava de negativo. Pelo contrário, ele é educado, gentil e engraçado. Além de lindo, claro. Ainda assim, a moça não se apaixona perdidamente por ele, porque seu coração continua preso a seu antigo amor. No entanto, America passa a enxergar o príncipe como seu refúgio e, até mesmo, confidente. O contrário também ocorre, embora Maxon não a veja só como uma amiga. Eles fazem um acordo e a partir deste acordo a relação entre os dois se torna sólida e sincera. 

O legal do livro é que o leitor sente como se estivesse unido à America e passa a viver junto com ela esta aventura de ter que se habituar à uma realidade completamente diferente da dela; ter que lidar com suas concorrentes (desde as mais dóceis, até as mais competitivas); e, o mais importante, ter que se relacionar com o príncipe, mesmo correndo o sério risco de se apaixonar.

Ler "A Seleção" é estar sujeito o tempo todo a um turbilhão de sentimentos, surpresas e, claro, à constante curiosidade em saber, afinal, qual será a escolhida. Além disso, você passa a sofrer junto com America a dor de ter um coração dividido entre o passado e o futuro, isto é,  entre Aspen e Maxon. 


O que gostei muito em "A Seleção" é que, embora seja um livro de romance, ele consegue oscilar entre a leveza e a ação, levando o leitor a um misto de emoções. Ele também mostra a realidade de uma sociedade dividida em castas que, mesmo se tratando de uma ficção, não está muito longe da desigualdade social em que vive o mundo. 

"A Seleção" é tão incrível que eu cheguei a ler os últimos capítulos devagarzinho só para não ter que sofrer quando chegasse o fim. Mas o fim chegou e, óbvio, tive o meu momento de depressão-pós-término-de-livro. Mas passou rápido, porque lembrei que, na verdade, a história continua. Ainda tem "A Elite" e "A Escolha". 

Se eu estou ansiosa para ler os próximos livros? Não, só um pouquinho, quase nad... MENTIRA!!! Estou mais que ansiosa, estou ansiosíssima para descobrir o futuro da America! E, quando eu descobrir, venho aqui fazer resenha para vocês. 

Beijos, e espero que tenham gostado! Comentem o que acharam e me indiquem livros para que eu possa ler. 


"Não queria ser da realeza.
"Não queria ser da realeza.
Não queria ser Um.
Não queria nem tentar."
 

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Resenha do livro: "Extraordinário", de R.J. Palacio.


Para a primeira postagem literária aqui do blog, escolhi fazer uma resenha do livro Extraordinário, da escritora R.J. Palacio. Este livro já fez muito sucesso desde seu lançamento, em 2012, mas só agora tive a oportunidade (e interesse, confesso) de lê-lo. E, com certeza, ler esta história foi a melhor decisão que tomei. 

O livro conta a história de August Pullman (mais conhecido como Auggie), um garoto de 10 anos que sempre se destacou dentre os demais. Porém, tal destaque não é consequência da sua cor de pele, nem da sua opção sexual, e muito menos dos seus feitos intelectuais, que é o que geralmente se pensa quando se refere às pessoas "incomuns". Na verdade, o que o torna diferente é o fato de ele possuir uma deformidade facial (causada por uma rara síndrome genética), que o obrigou a passar por diversas cirurgias ao longo de sua infância. Devido a isso, desde que nasceu, Auggie sempre foi alvo de olhares de espanto e comentários ofensivos. Entretanto, com a ajuda da sua mãe (Isabel), seu pai (Nate) e sua irmã mais velha (Via), ele conseguiu lidar bem com esta situação. 

Auggie, até então, nunca tinha frequentado uma escola de verdade; embora sua mãe sempre tenha o ensinado em casa, fazendo com que ele se tornasse um garoto tão inteligente quanto as outras crianças da sua idade. Todavia, seus pais decidiram que chegara a hora de ele, finalmente, ir para um colégio de verdade. E é aí que a narrativa começa a se desenrolar, levando o leitor a se aventurar junto com o August nesta experiência que é ser um aluno novato; ou o que é ainda pior: ser um aluno novato com uma deformação no rosto. 

Durante todo o livro, o August nos transmite um turbilhão de sensações que ele tem a cada novo momento: desde o frio na barriga ao entrar pela primeira vez na sala de aula repleta de crianças desconhecidas, até à sensação de estar flutuando em meio à aplausos e gritos de alegria. A história é contada pela perspectiva do protagonista, mas também de alguns de seus amigos e familiares. Isso é ótimo, porque nos possibilita enxergar um mesmo momento através de ângulos diferentes. Na narrativa podemos ver tudo o que o August teve que enfrentar neste seu primeiro ano na escola. E também reconhecer que ele é, realmente, um garoto extraordinário, pois consegue, com a ajuda da sua família e amigos, provar para todos que, apesar da sua aparência diferente, ele é igual a qualquer outra pessoa; e, portanto, também merece receber respeito e amor. 

A escritora R.J. Palacio está de parabéns, uma vez que, através da simples história de um garoto com uma deformidade facial, conseguiu trazer à tona questões como preconceito e superação, mas também mostrar a importância da generosidade para com o próximo. Afinal, é a gentileza que torna alguém extraordinário. 


terça-feira, 16 de setembro de 2014

Resenha do filme: " O Grande Desafio"


Um filme com uma narrativa baseada em fatos reais, dotado de particularidades fiéis à época na qual a história se passa e com personagens marcantes, “O Grande Desafio” conseguiu entrar para lista dos filmes que melhor retratam a realidade dos negros na década de 30, período em que o racismo era dominante nos EUA, mais precisamente no estado do Texas (local onde se desenrola o drama). Com roteiro de Robert Eisele, a trama é inspirada no artigo “The Great Debaters”, escrito por Tony Scherman para a revista American Legacy.

A narrativa gira em torno do professor Melvin B. Tolson, interpretado pelo ator (e também diretor do filme) Denzel Washington, o qual decide formar uma equipe de debates na Wiley College, uma pequena universidade destinada para negros. Dentre os vários alunos interessados, ele escolhe apenas quatro: Henry Lowe (Nate Parker), Samantha Booke (Jurnee Smollett), James Farmer Jr. (Denzel Whitaker) e Hamilton Burgess (Jermaine William). Todos eles com realidades e características completamente distintas, porém com três aspectos que os igualam: a cor, o preconceito sofrido e a paixão pelas palavras.


Movidos pelo desejo de romper as barreiras do racismo existente em 1935 e pela formidável habilidade em lidar com a defesa de suas ideias, o grupo segue praticamente imbatível em todos os debates dos quais participa. As competições abordam temas polêmicos da época, e os jovens debatedores ganham proeminência no meio acadêmico do país. Todavia, alguns obstáculos surgem, como a breve prisão do professor Tolson, adepto da política ativista, provocando consequências negativas para a equipe de debates: algumas universidades cancelaram as competições, e um dos integrantes (Hamilton Burgess) desistiu de permanecer no grupo.

Porém, felizmente, Melvin Tolson não se abalou fácil e, com a certeza de que “a derrota os tornam mais fortes”, conseguiu motivar os três alunos restantes. Deram continuidade às competições, mas, durante uma viagem de carro, foram espectadores de uma terrível cena: um negro sendo lixado por um agrupamento de brancos. Neste momento, o medo os atinge brutalmente, muito embora o sentimento de revolta prevaleça, os deixando inquietos e com ainda mais sede de justiça.

O maior desejo da equipe, desde o início das competições, sempre foi conseguir o convite para debater com a renomada Universidade Havard. Por isso, a alegria é unânime quando descobrem que este fato está prestes a acontecer. O debate entre a Wiley College e a Universidade de Havard gera expectativas em toda a população norte-americana, de modo que ele é transmitido nacionalmente pelos meios de comunicação. Com destaque para a emocionante e sincera argumentação de James Farmer Jr., debatedor de apenas 14 anos, a Wiley College vence a competição e prova que uma “lei injusta não é uma lei para todos” (citação do jovem Farmer Jr., inspirado em Santo Agostinho).



“O Grande Desafio” é o tipo de filme que foge do óbvio. Enquanto muitos longas-metragens que abordam a temática do racismo seguem uma mesma linha de raciocínio, o roteiro de Robert Eisele surpreende ao trazer à tona não só a realidade doída dos negros, mas também a beleza e a força das palavras; assistindo à trama, é comprovado que uma argumentação bem elaborada pode ser suficiente para transformar uma nação. Além disso, o filme dá uma lição de que não devemos parar nas nossas limitações; pelo contrário, devemos fazer destas limitações combustíveis para avançarmos rumo ao nosso objetivo: vencer!